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sexta-feira, 27 de março de 2020

INTERCALADO-1 (Acreditar na Bíblia ou no CG?)®

Neste Blog existe um artigo chamado “Intercalando 1”, pelo qual pretendo iniciar uma série de artigos nos quais o objetivo será juntar textos de publicações do Corpo Governante (CG) das Testemunhas de Jeová (TJ), que tratem de um mesmo tema e que tragam afirmações auto excludentes entre si (o que um afirma o outro nega, e vice versa).
Naquele artigo sugeri que uma das formas pelas quais as TJ não percebem que o CG tem a capacidade de lhes ensinar coisas contraditórias, sem que percebam está, exatamente, no fato de que fazem afirmações contraditórias em publicações diversas, o que facilita que as TJ acreditem tanto na tese quanto na antítese.
Mas o CG vai além! Há artigos da Sentinela que colocam tanto a tese quanto a antítese no mesmo artigo de estudo, em parágrafos distintos, e se obtém o mesmo efeito (a contradição de ensino não é percebida)!
Mas não para por aí! Os homens que o compõem o CG estão tão certos de que têm o controle absoluto da fé das TJ que, há (pelo menos um) exemplo de artigo da Sentinela no qual a afirmação e a negação do que foi afirmado se encontra dentro de um mesmo parágrafo do artigo de estudo(!) e, pior do que isso:
Não se trata de uma contradição entre dois ensinos do CG, se trata de uma contradição entre um ensino do CG e um claríssimo ensinamento bíblico, isso é, o CG desautoriza, de forma escancarada, a própria Bíblia e, ainda assim, as TJ não enxergam nada de errado (e caso enxerguem, isso não irá gerar nenhuma consequência prática)!
Para um TJ, notar que o CG desautoriza a própria Bíblia, não constitui um grande problema pois,  para elas, tudo aquilo que o CG ensina é “alimento [espiritual] no tempo apropriado” fornecido pelo “Escravo Fiel e Prudente” que foi “eleito sobre todos os bens do amo” - Jesus (Mt. 24:45) e, em razão de tal autoridade, por mais evidente que seja a contradição, irá a TJ pensar que o defeito está nela mesma, por meio de um raciocínio (consciente ou inconsciente) que poderia descrever assim:
“o CG não ensina nada contraditório, em especial, em relação àquilo que a própria Bíblia ensina, logo, se estou enxergando uma contradição é porque a falha está em mim, na minha fraca compreensão, é isso que está me impedindo de ver que, na verdade, não há contradição alguma”!
- Obs – Isso me fez lembrar de uma piada que ouvi certa vez e que, adaptada ao contexto deste artigo, ficaria assim:
Lei do Corpo Governante:
Artigo 1º. O Corpo Governante sempre tem razão.
Artigo 2º. Quando o Corpo Governante não tiver razão, aplica-se o disposto no Art. 1º desta lei.
Artigo 3º. Sob pena de severas sanções, ficam revogadas todas as disposições em contrário.

O pior é que a “lei-piada” original, quando adaptada ao CG,
deixa de ser piada e se mostra, efetivamente, lei!
A percepção de que muitas vezes a contradição está dentro do mesmo texto de estudo está me incentivando a inaugurar, com este, uma nova série de artigos que estou denominando de “Intercalado”, na qual vou usar como texto base uma publicação do CG que traz em seu texto, tanto a afirmação quanto a negação daquilo que se afirmou, isso é, tanto a tese quanto a “anti-tese” (não preciso intercalar diferentes textos sobre o mesmo tema para que a contradição do ensino apareça, o próprio CG já providenciou isso)!
              Neste primeiro artigo vou usar uma Sentinela no qual a contradição está dentro de um mesmo parágrafo e cujo ensino do CG nega a própria Bíblia!
Inicialmente, sugiro apenas a leitura corrida da transcrição abaixo e que se procure (antes de ler o restante deste artigo) identificar se ele apresenta alguma contradição. Na sequencia você encontrará nova transcrição do texto acrescida de comentários.
Antes disto, porém, é importante lembrar que, por ser um artigo da Sentinela, as TJ não apenas leram  tal artigo ELAS O ESTUDARAM em um mesmo dia (em todas as congregações ao redor do mundo).
Se você, leitor, já era uma TJ quando o parágrafo do artigo que irei “trabalhar” foi estudado, então, você é uma destas TJ que não viram a óbvia contradição ou, se a notaram, preferiram dar razão ao CG ao invés da Bíblia”! Vejamos:
Texto para Leitura (note se encontra alguma contradição, antes de ler o restante deste artigo):

A VEREDA DOS JUSTOS REALMENTE CLAREIA MAIS E MAIS
(...)
4Não importa onde vivamos na terra, a Palavra de Deus continua a servir de luz para a nossa senda e de lâmpada para o nosso caminho, no que se refere à nossa conduta e às nossas crenças. (Salmo 119:105) Mas, Jeová Deus proveu também sua organização visível, seu “escravo fiel e discreto”, composto dos ungidos com o espírito, para ajudar os cristãos em todas as nações a entender e a aplicar corretamente a Bíblia na sua vida. A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação usado por Deus, não avançaremos na estrada da vida, não importa quanto leiamos a Bíblia. — Veja Atos 8:30-40.
S. 1/8/82, p. 27
Texto reformatado e comentado:
4Não importa onde [nem quando] vivamos na terra, a Palavra de Deus continua a servir de luz para a nossa senda e de lâmpada para o nosso caminho, no que se refere à nossa conduta e às nossas crenças. (Salmo 119:105).
Obs -  Fiz um pequeno e destacado acréscimo no trecho acima e, creio eu, nenhum leitor deste artigo irá discordar que tal complemento é pertinente em razão de deixar ainda mais completa a ideia que o autor de tais palavras quis transmitir.
              Realmente (esta é minha fé e também é a das TJ), a Palavra de Deus, em todos os lugares e em todo o tempo (desde quando foram ditas, passando pela tradição oral, passando pelos rolos nos quais o texto sagrado era escrito, passando pela impressão da Bíblia e agora em seu formato digital - o livro mais lido e estudado da terra em todos os tempos), é a luz que não permite que o ser humano fique na escuridão, é o alimento espiritual verdadeiro que, embora escrito por homens falíveis, foi elaborado sob a inspiração e guia do Espírito Santo de Jeová e que, não temos dúvida, foi deixado por Jeová para tornar o homem completamente habilitado para toda a boa obra. Ela é, ou pelo menos deve ser, a fonte única de nosso conjunto inteiro de pontos de fé.
              Em relação ao Salmo que a Sentinela cita em apoio (119:105), vou transcrever alguns versos anteriores ao 105 para que tenhamos o contexto:
98Teu mandamento me torna mais sábio do que os meus inimigos, porque ele está comigo para sempre.
99Tenho mais perspicácia do que todos os meus mestres, porque medito nas tuas advertências.
100Ajo com mais entendimento do que os idosos, porque obedeço às tuas ordens.
101Recuso-me a andar em um caminho mau, para guardar a tua palavra.
102Não rejeito as tuas decisões judiciais, porque tu me instruíste.
103Como são doces para o meu paladar as tuas declarações, mais do que mel para a minha boca!
104Por causa das tuas ordens, ajo com entendimento. É por isso que odeio todo caminho de falsidade.
105Tua palavra é lâmpada para o meu pé, e luz para o meu caminho.
O contexto imediato e anterior nos ajuda a entender a razão da afirmação feita no verso 105, a palavra de Deus é que nos instrui, que nos faz sábios, que nos faz agir com entendimento, que nos faz odiar o caminho da falsidade, enfim, só podemos “caminhar pela vida” se iluminados pela palavra de Deus.
Repetindo e continuando o mesmo parágrafo da revista Sentinela:
...a Palavra de Deus continua a servir de luz para a nossa senda e de lâmpada para o nosso caminho, no que se refere à nossa conduta e às nossas crenças. (Salmo 119:105) Mas, Jeová Deus proveu também sua organização visível, seu “escravo fiel e discreto”, composto dos ungidos com o espírito, para ajudar os cristãos em todas as nações a entender e a aplicar corretamente a Bíblia na sua vida.
 O “Mas” (destacado acima) é uma conjunção adversativa, isso é, liga a informação anterior à posterior expressando uma ideia de adversidade, de contrariedade. No contexto, o que o uso do “mas” indica que a primeira informação não é completa em si mesma, ela necessita da segunda informação, isto é:
 a Bíblia ainda é “lâmpada”,  a luz do caminho, porém,
 sem as orientações do “escravo”, a iluminação
provida “pela lâmpada”, não ilumina!!?
Se está correta esta afirmação da Sentinela, então, mentiu Jeová ao inspirar o Salmista e, de forma ainda mais “cabeluda”, mentiu Jeová ao inspirar o Ap. Paulo (II Tm.3:16) para que escrevesse:
16 Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça, 17a fim de que o homem de Deus seja plenamente competente, COMPLETAMENTE EQUIPADO para toda boa obra.
A lâmpada indicada pelo Salmista EQUIPA o cristão COMPLETAMENTE, afirmou o inspirado, Ap. Paulo!
Vejamos se o CG concorda com isto, no restante do parágrafo que estamos considerando:
A menos que estejamos em contato com este canal de comunicação usado por Deus, não avançaremos na estrada da vida, não importa quanto leiamos a Bíblia. — (...)
É abissal a contradição! Se você, TJ, acredita na afirmação acima, então e em consequência, você acredita em várias outras coisas bem  bizarras, tais como:
- Que nos muitos e muitos séculos que se passaram após a morte do último dos Apóstolos e o surgimento do “escravo” a “lâmpada” deixada por Jeová para fazer o homem: complemente competente e equipado, não foi capaz  de fazer (os milhões de homens e mulheres que morreram durante tais séculos) avançar na estrada da vida!
 - A palavra de Deus foi falsa e inútil por séculos e mais séculos seguidos!  Foi somente com o surgimento do “escravo” que, finamente, as palavras inspiradas por Jeová na Bíblia deixassem de ser uma mentira! Foi só a partir de então que a Bíblia passou a ter serventia!
Se não TJ que lê este artigo não acredita em nada disso, então, sua fé acaba de entrar em colapso. Para o seu próprio bem, espero que você sinta toda a profundidade dele e a partir daí encontre, de verdade – O caminho, a Verdade e a Vida!
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Quer apresentar um outro ponto de vista que harmonize tudo? Quer apenas comentar? Quer agregar novos argumentos para deixar ainda mais claro o absurdo de se crer no CG ao invés da Bíblia? Encontrou algum erro no texto que exige correção?   Escrava para mim. Desde já, agradeço.

quarta-feira, 18 de março de 2020

EXERCÍCIO: “TJ - POTENCIAIS MENTIROSAS SINCERAS”!? ®

A ideia, neste artigo, é convidar as TJ que o lerem a raciocinarem de acordo com as premissas que irei estabelecer (em artigos já escritos e em futuros artigos já defendi e irei defender a veracidade das premissas que irei neste indicar), porém, aqui, meu pedido é que tais premissas sejam admitas por verdadeiras, ainda que seja apenas durante a leitura e reflexão sobre este artigo.
Se as TJ se permitirem assim fazer (e se estiverem lendo este Blog já estarão se permitindo fazer algo que o Corpo Governante [CG] proíbe, logo, não estou pedindo nada de mais), terão melhores condições de entender a lógica que me motiva a escrever e isso lhes dará melhores condições de analisar se tal lógica é, realmente, lógica e, portanto, se dentro das premissas que me servem de “ponto de partida”, tenho ou não (no todo ou em parte) razão naquilo que afirmo.
TESE - A doutrina das “novas luzes” (baseada em Pv. 4:18) que as Testemunhas de Jeová (TJ) usam para justificar as “mudanças de entendimento” (do “sim” para o “não”, do “é”, para o “não é”, do “pode” para o “não pode”, etc) PARECE ser muito muito útil, mas, na verdade, é uma “solução” que só gera problemas pois, entre outras possibilidades, nos permite concluir, seguramente, que:
mesmo que inconscientemente, o importante para uma TJ não é ser conhecedor “da verdade” (daquilo que a Bíblia realmente ensina sobre cada tema bíblico), mas sim, conhecer, crer e ensinar a outros (como sendo verdades bíblicas absolutas) aquilo que o Corpo Governante (CG) ensinar que são verdades bíblicas, em cada momento considerado!
Isso revela que as TJ vivem uma necessária dicotomia: creem e (principalmente) ensinam para outros, cada ponto de fé que defendem como sendo “verdades absolutas”, como sendo “aquilo que a Bíblia realmente ensina”, porém, sabem que podem passar a defender algo totalmente contrário ao que ensinavam até hoje (como sendo “a verdade”, “aquilo que a Bíblia realmente ensina), já a partir de amanhã – basta que a Sentinela assim determine!
Conclusão – A doutrina das novas luzes tornam as TJ (não membros do CG) “potenciais mentirosas sinceras” ou “potenciais mentirosas de boa-fé”, afinal, quando ensinam algo, em especial no serviço de pregação ou nos estudos bíblicos domiciliares, o fazem com plena convicção de que estão ensinando a verdade, aquilo que a Bíblia realmente ensina. Elas não escondem daqueles a quem ensinam (pelo menos não em uma atitude pensada e calculada a fim de enganar) que qualquer ponto ensinado pode deixar de ser verdade a partir da próxima Sentinela que circular, mas, deixam de fazer este alerta porque estão condicionadas a pensar que o CG só ensina a  verdade sobre a Bíblia, logo, aquilo que já ensinou ou que vier a ensinar (por mais contraditório que tais ensinos sejam entre si) têm a mesmíssima qualidade – são “a verdade”, “aquilo que a Bíblia realmente ensina”!

- Minha comprovação Empírica – Eu, nunca, jamais ouvi (e não foram e nem são poucas as oportunidades no qual isso poderia ocorrer) uma TJ,  que defendeu para mim um determinado ponto de fé, encerrar sua defesa afirmando algo como:
“isso que lhe ensinei como sendo a verdade, aquilo que a Bíblia realmente ensina, pode ser, no todo ou em parte, modificado a qualquer tempo e se assim ocorrer, devemos aderir incondicionalmente ao ensino modificado”.
- Sua comprovação Empírica – E você, TJ que está lendo este artigo? Conclui seus ensinos falando coisas, ao menos, semelhantes às aspas acima? Se sua resposta for “não” (e creio que será) a sua comprovação empírica, confirma e justifica a minha!
- PREMISSAS – Ao ler o restante deste artigo peço que as TJ tenham por certo, por verdades absolutas (ainda que apenas durante a leitura e reflexão sobre este artigo) os seguintes pontos:
1 – Você crê, irrestritamente, naquilo que o CG ensina, como sendo “a verdade”, “aquilo que a Bíblia realmente ensina.
2 – Se o CG passar a ensinar algo muito diverso do que ensinava antes, a respeito de qualquer ponto de sua fé, para você o CG ensinava e continua ensinando a “verdade” sobre aquele ponto de fé (tanto antes quanto após a mudança de entendimento efetuada).
Partindo destas duas premissas proponho o seguinte exemplo:
- Se, nesta data (18/3/2020), enumerarmos e somarmos os pontos de fé nos quais você, TJ que está lendo este artigo, crê (vou fixar aqui, aleatoriamente, que o resultado da soma foi de 300 pontos de fé), é este “conjunto de verdades bíblicas” que você (e todas as demais TJ), não apenas creem, mas ensinam a outros (com total sinceridade e absoluta convicção) como sendo, cada um deles – a verdade, aquilo que a Bíblia realmente ensina!
- Se tal contabilidade fosse feita a 10 anos atrás e, ao assim fazer, se concluísse que:
Também eram 300 os pontos de fé das TJ, porém, 10 deles eram entendidos de forma completamente oposta a de hoje (do “sim” para o “não”, do “pode” para o “não pode”, etc), então, em 18/3/2010, cada um daqueles 300 pontos eram “a verdade, aquilo que a Bíblia realmente ensina” e você (e todas as demais TJ), não apenas criam neles mas os ensinavam a outros (com total sinceridade e absoluta convicção) – como sendo verdades bíblicas (aquilo que a Bíblia realmente ensina).
- Se esta mesma contagem e enumeração for feita daqui a 10 anos (18/3/2030) e se concluir que:
- As crenças das TJ continuaram totalizando 300 pontos de fé, porém, que  10 de tais pontos (os mesmos que mudaram radicalmente entre 18/3/10 e 18/3/20) voltaram a ser entendidos como em 18/3/10 você, TJ que lê este artigo e todas as demais TJ irão crer (piamente) e ensinar a outros (com toda a convicção) que cada um destes 300 pontos de fé são – A VERDADE, AQUILO QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA!   
            Encarando, ainda que temporariamente, o exemplo acima como sendo uma verdade incontestável, proponho a seguinte:
DISCUSSÃO: O próprio CG ensina que:
Não pode haver duas verdades, quando uma não concorda com a outra. Ou uma ou a outra é verdadeira, mas não ambas. Crer sinceramente em alguma coisa e praticá-la não a torna certa, se realmente for errada.
                                          Lv. Poderá Viver – p. 32, parte final do §19

2Sem conhecimento exato podemos ser enlaçados por ensinos falsos promovidos pelo opositor de Deus, Satanás, o Diabo, que é “mentiroso e o pai da mentira”. (João 8:44) Portanto, se certa doutrina contradiz a Palavra de Deus, se é uma mentira, então, crer nela e ensiná-la desacredita a Jeová e nos coloca em oposição a ele. Assim, temos de examinar cuidadosamente as Escrituras Sagradas para saber distinguir entre a verdade e a falsidade. (Atos 17:11) Não queremos ser como os que estão “sempre aprendendo, contudo, nunca podendo chegar a um conhecimento exato da verdade”. — 2 Timóteo 3:1, 7.
Sentinela 1/6/88. p.15
- Não obstante o condicionamento mental e toda a sinceridade que se possa ter a verdade, como revela o próprio CG nas publicações acima, é uma só!
- Não há duas verdades quando uma não concorda com a outra: ou se estará ensinando a verdade ou a mentira (como se verdade fosse).
 - Se o conhecimento sobre certo ponto de fé é progressivo (e não exato, como se defende na Sentinela acima), a sinceridade e a boa-fé não socorrem, se estará enlaçado por ensinos de Satanás, mesmo que a fonte de tais ensinos seja o CG!
- Quem acredita na doutrina da “iluminação progressiva”, por mais que não queira, está sempre aprendendo mas nunca chegará ao conhecimento exato da verdade (não vejo como fugir desta lógica! Você vê?).  
Como já destaquei em outro artigo deste Blog, muito melhor seria se os membros do CG, ao invés de afirmar (mentiras) como esta:
5A modéstia e a humildade mental lubrificam as engrenagens da comunicação. (Pro. 11:2; Atos 20:19) As pessoas se sentiam atraídas a Jesus porque ele era “de temperamento brando e humilde de coração”. (Mat. 11:29) Por outro lado, uma atitude de superioridade afasta as pessoas. Assim, EMBORA ESTEJAMOS TOTALMENTE CONVENCIDOS DE QUE TEMOS A VERDADE, é sensato evitar falar de modo dogmático.
NMR 8/02/02, p. 8
lembrassem às TJ, a cada vez que mencionarem o tema, que aquilo no que creem é (NMR 11/1985, p. 3, §6º), na melhor das hipóteses, a:
... VERDADE ATUAL ...
e que para tê-la é necessário:
... estudar diligentemente (...) o mais recente alimento
 espiritual distribuído pelo “escravo” (...)
afinal, quem deixa de estudar as publicações mais recentes do CG fica DESATUALIZADO NA VERDADE, pois, esta não é realmente A VERDADE, é apenas a VERDADE ATUAL (e passageira).
            Ausência de intenção de enganar e boa-fé, porém, não apagam a realidade: se você ensina coisas que sabe que podem mudar, mas as ensina como sendo verdades bíblicas absolutas, você está mentindo, você está promovendo o engano e como tal você passa a trabalhar para o inimigo e não para Jeová (creio que como eu, você também considerará que isso é muito sério e que não pode continuar assim, ou pode)?
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Em especial, você, TJ que leu este artigo: Discorda das premissas que indiquei? Mesmo concordando, chegou a outras conclusões? Se sim, não deixa de indicar quais foram, escrevendo para meu e-mail e/ou deixando um comentário. Se não, da mesma forma, escreva. Encontrou alguém erro de grafia no texto? Indique-o para mim. Desde já, agradeço. 

domingo, 21 de abril de 2019

PROPAGANDA ENGANOSA I – OMISSÃO/SUGESTÃO ®


Por intermédio deste artigo inicio mais uma série para este Blog, no qual pretendo destacar que, a estratégia de propaganda do CG, diante da legislação brasileira, é classificada como – propaganda enganosa.
A busca da definição legal de “propaganda enganosa” na legislação visa apenas estabelecer um parâmetro seguro e extra religioso de classificação de uma propaganda como enganosa ou não.
Este esclarecimento se faz necessária, pois, até onde consegui descobrir em uma pesquisa na internet, a única legislação brasileira que trata de forma específica da propaganda enganosa é o Código de Proteção e Defesa do Consumidor e esta será a única razão de citá-lo aqui (com tal citação não há qualquer intenção de sugerir ou defender que a Sociedade Torre de Vigia é uma empresa multinacional norte americana, que visa o lucro – como muitos defendem).
Neste sentido acrescento que o termo “propaganda” nasceu na agricultura (processo de produção de plantas que se espalham pelo ambiente usando de seus elementos para se propagar) e que, deste sentido, evoluiu para a propagação de ideias, tendo o termo sido apropriado, exatamente, pela religião (a mais antigo e conhecido uso do termo, no sentido religioso, ocorreu em 1622 quando um papa instituiu a “Congregatio de Propaganda Fide” [Congregação para propagar a fé]).
          A partir deste evento, o uso continuou sendo religioso e se difundiu para o uso na política, entre outros. Por fim, necessário lembrar que “propaganda” não é o mesmo que “publicidade”, este sim um instrumento voltado para a venda de produtos.
          Antes de tratar do dispositivo legal, destaco o trecho que uma Sentinela que traz importante alerta sobre a “propaganda enganosa”:
Por meio da propaganda enganosa, a verdade se transforma em mentira e as mentiras são promovidas como verdade. Para encontrarmos a verdade em face de tais pressões insidiosas, temos de consultar diligentemente as Escrituras.
1/3/02, p. 14
Vejamos agora o mencionado  dispositivo legal (trecho do §1º do Art. 37 do CoDeCom):
É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação (...), inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro...
Dentre as várias possibilidades que poderia citar neste primeiro artigo da série, escolhi uma propaganda que se utiliza de um mix de figuras que aparecem na disposição legal acima: omissão (propositada) de informação associada ao sugestionamento mental, por intermédio de informações inteiramente falsas (nas linhas e nas entrelinhas). Esta “mistura” não apenas induz ao erro, ela mantém no erro e torna o erro imperceptível!
Em outras palavras, a propaganda usada pelo CG leva as TJ a fazer algo pior que a Sentinela citada acima (não apenas transformar verdade em mentira e mentira em verdade, mas sim, adapta a mente a aceitar tanto a mentira quanto a verdade sem se dar conta disso)!
EXPONDO A PROPAGANDA ENGANOSA DO TIPO: OMISSÃO / SUGESTÃO:
- No Brasil, pelo menos desde a década de 80 (próxima passada), o CG sempre tem um livro oficial a ser usado com novos estudantes. O que chama a atenção os livros que se prestam a esse fim têm sido substituídos em uma velocidade que revela algo no mínimo estranho, afinal, a ideia de ter um livro oficial de ensino para novos estudantes é, exatamente, incluir nele tudo aquilo que for mais básico a fim de “construir” uma nova TJ visando o batismo e, ao  menos em tese, aquilo que é mais básico em termos de fé não pode ou, pelo menos, não deveria mudar com o tempo, logo, não haveria porque mudar o livro oficial de ensino constantemente (uma eventual necessidade de substituição se daria apenas em razão da necessidade de atualização da linguagem, das fotos, das gravuras e dos dados, a fim de tornar o livro mais atraente ao novo estudante, mas, certamente, não é isso que tem justificado as sucessivas trocas do livro oficial de ensino, na velocidade que tem ocorrido).
Como nunca fui TJ não sei quais livros já foram os oficiais neste mister, mas posso citar, com certeza, pelo menos dois: “Poderá Viver Para Sempre no Paraíso na Terra” (mais antigo) e “O que a Bíblia Realmente Ensina?” (até pouco tempo eu pensava que este último era o oficial “da vez” mas tenho a notícia de que ele já foi substituído por outro), porém, mesmo não sabendo qual foi a sequência exata de tais livros, uma busca pelo texto de Pv. 4:18, no software da STV revela que tal verso bíblico é citado em apenas 18 livros (Anuários, Achegue-se a Jeová, Adoração Pura, Boas Novas, 3 hinos iguais em 3 Cancioneiros diversos, Clímax de Revelação, Dia de Jeová, Histórias Bíblicas, O Reino de Deus já Governa, Organizados, Paraíso Restabelecido, Proclamadores, Profecia de Isaias II, Raciocínios, Testemunho Cabal e Toda a Escritura) e nenhum deles já foi o livro oficial de estudo com novos estudantes adultos.
Caso você, esteja se perguntando: “- Mas porque é significativo o fato de tal verso bíblico não ser encontrado nos livros já usados com novos estudantes?” Eu respondo:
Pv. 4:18 contém uma das doutrinas mais básicas, fundamentais e antigas das TJ, a chamada “Doutrina das Novas Luzes” (embora com outro entendimento, tal texto e a doutrina nela baseada já eram invocadas pelo fundador do movimento que gerou as TJ, a mais de 100 anos), não obstante, tal verso bíblico e, principalmente, a doutrina nele baseada, não é incluído nos livros que, em sua época de vigência, ensinam as doutrinas básicas das TJ a novos estudantes e tal omissão não é fruto do acaso, é estrategicamente planejado pelo  CG, a fim de fazer todo o novo estudante pensar que 100% do aprende entre as TJ são apenas - verdades bíblicas!
A fim de ilustrar isso vou usar os dois livros oficiais que já mencionei a fim de comprovar que o CG usa a tática da omissão/sugestão a fim de induzir ao erro o novo estudante e já preparar a mente desta para um manipulação bem desonesta.
- Imaginem que confusão se formaria na mente de um novo estudante se, ao estudar o livro com o título “O QUE A BIBLIA REALMENTE ENSINA?”, se deparasse com um capítulo nomeado como “O Conhecimento das TJ é Progressivo” e em tal capítulo pudesse ler o mesmo que pode ser lido no Ministério do Reino de nov/1985, p. 3:
...mantém-se a par DA VERDADE ATUAL por estudar diligentemente a Palavra de Deus E O MAIS RECENTE alimento espiritual distribuído pelo “escravo”? — Mat. 24:45-47.
Se eu fosse o novo estudante nesta situação eu concluiria “ – o título do livro que estou estudando deveria ter por título:
 “O Que a Bíblia Realmente Ensina
 Conforme o Entendimento Atual
 das Testemunhas de Jeová”
mas é evidente que este (honesto) título seria uma péssima propaganda!
- Pior do que isso, ocorreria com o novo estudante que teve por guia o livro “Poderá Viver”, pois, ali o mesmo aprendeu que:
19 A verdade não admite a existência de todas as espécies divergentes de doutrinas religiosas no mundo. (...). Não pode haver duas verdades, quando uma não concorda com a outra. Ou uma ou a outra é verdadeira, mas não ambas. Crer sinceramente em alguma coisa e praticá-la não a torna certa, se realmente for errada.
Como harmonizar a afirmação acima com o capítulo “O Conhecimento das TJ é Progressivo”? Se existisse tal capítulo naquele livro, com o trecho do Ministério do Reino que citei, o estudante certamente, concluiria:
“- Se eu estudar apenas o livro “Poderá Viver...” e mais nenhuma outro livro do CG vou ficar desatualizado no conhecimento da verdade, então,  o livro “Poderá...” não me ensina a verdade final e definitiva sobre os temas bíblicos dos quais trata, ele ensina apenas o que se entende por verdade hoje e se dentre tais ensinos se encontrem “não verdades”, então, por mais que eu creia sinceramente nelas, continuarão sendo mentiras!”
Mas ainda pior será o seguinte pensamento: “Com distinguir o que, hoje, já é verdade completa e acabada (não mais sujeitas a novas luzes) daquelas ´verdades´ que ainda precisam receber um ou mais novos lampejos de luz? Na dúvida é melhor entender tudo apenas como (meras) ´verdades atuais´”!
Obs - como exemplo cito a -  geração que não passará (Mt. 23:34). O livro “Poderá Viver...” identifica tal geração como sendo “...pessoas que viviam em 1914...”. Este ensino durou várias décadas até que passou a receber “novas luzes” que se sucederam de forma rápida. Após a última luz recebida sobre o tema a “verdade” estudada pelos novos estudantes na época do livro “Poderá Viver...”, hoje não é mais defendida por nenhuma TJ e, portanto, se tornou mais uma “verdade velha” – a expressão entre aspas foi usada como sinônimo apenas para não escrever, de imediato, o óbvio do que tal  afirmação daquele livro (“...pessoas que viviam em 1914...”) se tornou e, na verdade, sempre foi – uma MENTIRA ensinada pelas TJ a novos estudantes como se verdade fosse, afinal, como aprenderam naquele mesmo livro: não podem existir duas verdade, quando uma não concorda com a outra!
          Informar ao novo estudante a existência da doutrina das “novas luzes” seria honesto, correto, verdadeiro e, principalmente, obrigatório para quem afirma ocupar a condição de “escravo fiel e discreto”, mas seria destrutivo à fé de qualquer novo estudante, sobre ter encontrado a “religião verdadeira” e por isso, estrategicamente, o CG escolhe omitir a existência de tal doutrina!
          Aí está, caro(a) Leitor(a)! Propaganda enganosa pela técnica da “omissão/sugestão”: O CG induz o novo estudante a acreditar que descobriu “a religião verdadeira” (pela omissão do ensino da doutrina das “novas luzes” e por afirmações que sugestionam que o CG só ensina “a verdade”!
Porém, o que mais me chama a atenção é o fato de que os novos estudantes que se batizam e se tornam TJ, tomam conhecimento da doutrina das novas luzes, porém, isso já não causa nelas (via de regra) as mesmas percepções que um novo estudante teria, de onde se vê que a propaganda “omissão/sugestão” consegue mais que induzir a erro o novo estudante, ela consegue fazer conviver na mente da TJ uma evidente contradição e, pior do que isso, as TJ passam a reproduzir a desonestidade do CG quando ensinam a outros!
Para não estender ainda mais este ponto não vou argumentar aqui, vou apenas invocar uma realidade prática que deixa a afirmação acima evidente:
- Eu, nunca, jamais ouvi uma TJ me dizer, após ter me ensinado algo que aprendeu com o CG:
“-tudo isso o que eu lhe ensinei é aquilo que entendemos como verdade hoje, não significa que continuará sendo verdade (no todo ou em parte) no futuro”!
É claro que toda a credibilidade do ensino ministrado ficaria perdida diante da afirmação acima, logo, as TJ não falam isso aos novos estudantes e com isso reproduzem a DESONESTIDADE do CG, mas, ao contrário do CG, não acredito que isso ocorra como estratégia, isso ocorre porque na mente da TJ ter “a verdade” e ter “a verdade atual” (já é) a mesma coisa – sua fé de que está na religião verdadeira, seu empenho por essa religião e, em especial, o medo de uma desassociação, impedem sua mente de perceber que quem tem apenas “verdades atuais” não tem verdade alguma, pois, todo o ensino, ao menos em tese, pode receber uma ou mais novas luzes modificativas (parciais ou totais), assim, mesmo as crenças que já são “verdades definitivas” devem continuar sendo encaradas como (meras) verdades atuais!
Mas na mente das TJ algo tão evidente fica totalmente cauterizado, de onde vemos o quão eficiente é o método – omissão/sugestão do CG – ele não apenas induz a erro os novos estudantes, ele mantêm as TJ no erro de acreditar que suas crenças são inabaláveis verdades bíblicas, como confirma este outro Ministério do Reino  no qual o CG, ao invés de aconselhar as TJ a serem honestas ao ensinar (por ressaltarem a doutrina da “iluminação progressiva”), vai no sentido exatamente contrário (por encontrar virtude em uma mentira!). Notem:
Por outro lado, uma atitude de superioridade afasta as pessoas. Assim, EMBORA ESTEJAMOS TOTALMENTE CONVENCIDOS DE QUE TEMOS A VERDADE, é sensato evitar falar de modo dogmático.
 8/02 p.8 pr. 5
Pelo Amor de Jeová! As TJ não podem ter atitude de superioridade e, muito menos, podem falar de modo dogmático e isso nada tem a ver com uma estratégia para não “afastar as pessoas”, isso tem a ver com o fato de que as TJ (de acordo com sua centenária doutrina oficial) ensinam apenas “verdades atuais” e dentre tais “verdades atuais” muitas podem não passar de “potenciais mentiras” (como era o ensino sobre a geração que não passaria, conforme exposto no livro “Poderá Viver...”!).

É por meio de afirmações manipulativas como essas, que a mente do “velho estudante” das doutrinas do CG, embora já informada daquilo que é omitido da mente do “novo estudante”,  consegue julgar verdadeira tanto a tese quanto a antítese: temos toda a verdade / temos apenas verdades atuais, o que transforma a TJ em um repetidor da desonestidade do CG – exatamente quando prega as boa novas!
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Quer responder? Quer comentar? Quer discordar (no todo ou em parte)? Quer sugerir alguma melhora no texto? Quer indicar alguma necessária correção gramatical?

Escreva para mim - 1tessalonicenses5.21@gmail.com (desde já, agradeço)


sábado, 2 de março de 2019

CARTAS ABERTAS - CORRESPONDÊNCIA 2: À Sra. CHILENA ®


Brasil, 28/2/2019
PREÂMBULO
Tomei conhecimento da destinatária desta carta aberta por intermédio de uma publicação da Sociedade Torre de Vigia (STV). Tal publicação, praticamente, não tem nenhum dado sobre ela, razão pela qual vou partir de duas presunções iniciais:
- a destinatária é chilena (hipótese mais provável);
- a mesma ainda não é falecida;
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Cara Sra. Chilena:
            Tomei conhecimento de uma afirmação que fez, afirmação que acabou sendo publicada pela STV (sociedade jurídica que representa as Testemunhas de Jeová -TJ).
Segundo a referida publicação a Sra. teria afirmado a uma Pioneira Especial, pessoa com quem conheceu as TJ e seus ensinos, que é na Sentinela que aprendemos a vontade de Deus e quando tal Pioneira afirmou que era na Bíblia, a Sra. respondeu:

‘Sim, mas que faria eu com a minha Bíblia recém-adquirida se não usasse A Sentinela para entendê-la?
            Como a Sra. era um nova estudante quando disse essas palavras, tendo a crer que não as afirmou em razão daquilo que apreendeu em publicações da STV (anteriores à publicação na qual constaram suas palavras), mas sim, foi fruto da sistemática dos estudos que a Pioneira Especial usou, qual seja, o texto base em tais estudos não era o da Bíblia, mas sim, um texto de autoria do CG, texto  que remete a passagens bíblicas a fim de confirmar cada ensino, sendo que ao ler as passagens bíblicas a Sra. ficava com a percepção de que os ensinos das TJ, realmente, teriam apoio bíblico. Em razão de tal forma de estudo, era mais que natural que a Sra. concluísse que são os escritos do CG (cujo “carro chefe” é a Sentinela) que esclarecem a Bíblia e não, própria e diretamente, a Bíblia.
Repito: dentro desta sistemática de aprendizado (no qual a Bíblia não é  texto de estudo, mas sim, um texto auxiliar ao texto estudado) a conclusão a que chegou é totalmente possível e amparada na experiência vivida ao estudar com a Pioneira.
Ao afirmar isso, pretendo deixar claro que a presente correspondência não tem por fim descrimina-la em razão daquilo que afirmou, na verdade, a ideia nesta carta aberta é dupla:

- Primeiro defender que a posição correta sobre este tema é aquele que foi defendido pela Pioneira Especial e, depois
- Demonstrar que o fato dos redatores da Sentinela terem dado razão àquilo que a Sra. afirmou (na verdade os redatores da Sentinela viram em suas palavras mais uma oportunidade de ensinar às TJ algo totalmente falso e vergonhoso para quem se auto proclama “canal de comunicação de Jeová”) desqualifica por completo tais redatores e tal revista da condição de “instrumento usado por Jeová”.

Inicio por lhe informar (se é que a Sra. já não sabia) a publicação e o contexto no qual suas palavras foram usadas pelo CG (Anuário das TJ de 1983, p. 20) conforme pode ser visto na transcrição abaixo:

AS REVISTAS SÃO APRECIADAS
A produção e a distribuição de revistas subiu mais de 8 por cento no ano que passou. O total impresso em todo o mundo somou mais de 455.000.000 de exemplares! Isso, em si mesmo, constitui evidência do quanto essas publicações são apreciadas pelo público leitor.

Lemos o seguinte do relatório do Chile: “Certa pioneira especial, ao fazer uma revisita, perguntou à senhora que livro nos ensina a vontade de Deus. ‘A Sentinela, é claro’, disse ela. Nossa irmã passou a explicar que, pelo contrário, era a Bíblia. ‘Sim, mas que faria eu com a minha Bíblia recém-adquirida se não usasse A Sentinela para entendê-la?’ — Atos 8:31.”

Antes de prosseguir faço mais uma presunção:

A Pioneira Especial que lhe revisitou, após a Sra. ter feito a pergunta sublinhada acima, continuou argumentando que o LIVRO que nos ensina a vontade de Deus é a Bíblia e que, após terem se despedido naquele dia, a Sra. estava convicta de tal realidade.

Partindo desta presunção, creio que a Sra. “levou um choque” quando leu o Anuário acima indicado e, caso a Sra. não o tenha lido até então, estou certo que o referido “choque” ocorreu assim que leu a transcrição acima e algo semelhante deve ter ocorrido com a Pioneira Especial (caso ela tenha tomado conhecimento de tal Anuário) e o mesmo deve (ou pelo menos deveria) ocorrer com todas as TJ que leram tal Anuário ou que vierem a ler esta carta aberta. Dito isso, passo a expor os dois pontos acima propostos.

1 - A PIONEIRA ESPECIAL ESTÁ COM A RAZÃO:

Argumento 1 – Tendo a acreditar que a Pioneira que lhe revisitou, ao afirmar que é a Bíblia que nos ensina a vontade de Deus, não falou apenas a partir de uma opinião pessoal, ela também falou à base do que aprendeu nas publicações da STV.
Se observamos as publicações da STV, anteriores a 1983, vamos encontrar na Sentinela fundamentação para a posição defendida pela Pioneira! Entre outros que poderia citar, note estes exemplos de 1960 e 1964:
Ao passo que o homem não pode garantir a sabedoria, Jeová Deus, a Fonte de toda a verdadeira sabedoria, o pode. Ele nos forneceu várias ajudas, para que pudéssemos andar sàbiamente, sendo a principal a sua Palavra, a Bíblia. Chama-se-nos a atenção a isso por meio do Salmo 119, especialmente pelo versículo 105 daquele salmo: “Lampada para os meus pés é a tua palavra, e luz para a minha vereda.” E, conforme o apóstolo Paulo escreveu a Timóteo: “Desde a infância conheces os escritos sagrados que podem fazer-te sábio para a salvação pela fé em relação a Cristo Jesus. Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para’ disciplinar em justiça, a fim de que o homem de Deus seja inteiramente idôneo, completamente equipado para toda boa obra.” — 2 Tim. 3:15-17, NM. (15/1/60, p.38)
Belas Palavras! O homem (incluindo aqueles que escrevem a Revista Sentinela) não pode garantir sabedoria, mas Jeová pode e dentre as ajudas que Ele pode prover, a principal é a Bíblia, logo, a Bíblia não pode ficar na dependência de escritos de homens não inspirados para que cumpra os objetivos que Jeová pretendeu quando nos deixou este registro escrito.

No entanto, para que a leitura da Bíblia lhe traga estes benefícios, não deverá lê-la como o fazem muitas pessoas. Algumas delas procuram achar na Bíblia a prova de suas crenças religiosas, ao invés de basearem sua crença no que lêem. E outras pessoas lêem a Bíblia, não tanto para aprender a vontade de Deus, como para cobrir um certo número de páginas, a fim de poderem afirmar posteriormente que já leram toda ela.
Mas, observe como é que Deus encoraja-nos a ler a Bíblia: “Traze sempre na boca (as palavras) deste livro da lei; medita-o dia e noite, cuidando de fazer tudo o que nele está escrito.” (Jos. 1:8, Maredsous) (...)
Entretanto, ao mesmo tempo, é vital que se leia consecutivamente a Bíblia. Isto servirá para impedi-lo de torcer as escrituras, tirando-as do seu contexto. — Luc. 24:27; Atos 17:2, 3.
Que tesouro recompensador o aguarda dentro das páginas da Bíblia! É a melhor leitura que há! A sabedoria divina que se acha em suas páginas é “mais preciosa que as pérolas”, escreveu o sábio escritora de Provérbios. Realmente “é uma árvore de vida para aqueles que lançarem mãos dela”. Certamente que, então, para o seu próprio bem-estar, deve ler regularmente a Bíblia. — Pro. 3:13-18, Maredsous. (S.15/10/64, p. 612)

Como ler as palavras acima, concordar com elas e, ao mesmo tempo, negar razão à Pioneira Especial? Como pode ser a Bíblia “a melhor leitura que há” se sua leitura só trouxer dúvidas e incompreensões?

Argumento 2 - E quando não existia a Sentinela?

- Aqui parto da seguinte verdade incontestável:

A Bíblia existe a mais de 1500 anos e a primeira Revista A Sentinela foi publicada em julho/1879, logo, em 2019 ela estará completando (apenas) 140 anos.  

Se a afirmação que a Sra. fez (‘Sim, mas que faria eu com a minha Bíblia recém-adquirida se não usasse A Sentinela para entendê-la?) fosse uma realidade, como fizeram as milhares de pessoas que procuraram viver de acordo com a Bíblia nos séculos em que A Sentinela não existia?
Note que desde a época em que a Bíblia estava sendo escrita, o Espírito Santo, inspirando o Apóstolo Paulo, afirmou:

Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para’ disciplinar em justiça, a fim de que o homem de Deus seja inteiramente idôneo, completamente equipado para toda boa obra.” — 2 Tim. 3:15-17, NM.

Não pode haver duas verdades quando uma não concorda com a outra, logo, ou o texto bíblico acima (e aquilo que defendeu a Pioneira Especial) é a verdade ou a verdade é aquilo que a Sra. afirmou e que o CG confirmou.
              Neste ponto é importante que eu prove que ao lado de publicações como as transcritas acima (que revelam a essencialidade da Bíblia), o CG também publica outras afirmações que vão no mesmo sentido (são praticamente iguais) à afirmação que a Sra. fez para a Pioneira Especial!
Dentre os muitos exemplos que poderia citar, note este (publicado em Sentinela anterior ao Anuário no qual se encontram suas palavras):
  
Assim, a Bíblia é um livro de organização e pertence à congregação cristã como organização não como a indivíduos, não importa o quão sinceramente creiam poder interpretar a Bíblia. Por esta razão, a Bíblia não pode ser devidamente entendida sem ter  presente a organização visível de Jeová. (S. 1/6/68 p. 327)

Além de contradizer frontalmente IITm. 3:16, as palavras acima desmentem outras passagens bíblicas, incluindo as mesmas que foram citadas em Sentinela transcrita mais acima, na qual se defendeu a primazia da Bíblia. Note:

Sl. 115: 105 – Será que o Salmista deveria ter escrito:
A partir de 1879, lâmpada para os meus
 pés será a sua palavra e luz para os meus caminhos”.

II Tm. 3:15 – Neste Paulo afirma que Timóteo tem conhecido os “escritos sagrados” desde criança e que estes lhe fazem sábios para a salvação (deve ser
notado que tais “escritos sagrados” se referem, em especial, ao antigo testamento - o novo ainda estava sendo escrito)!
- Se correta a afirmação da última Sentinela acima citada, Paulo deveria ter escrito que Timóteo teria que viver ainda vários anos após 1879 para que, finalmente, pudesse conhecer e compreender aquilo que lhe poderia tornar sábio para a salvação!

- Visto isso, posso passar para o último ponto proposto, isso é, demonstrar que A Sentinela e seus redatores, ao defender que são seus escritos que tornam a Bíblia um livro útil, se desqualificam por completo da condição de “canal de comunicação de Jeová”.

2 - AUTO DESQUALIFICAÇÃO: Dentre as muitas publicações com afirmações absurdas que o “canal de comunicação de Jeová” já fez sobre este tema, cito mas essas duas:
4 Não importa onde vivamos na terra, a Palavra de Deus continua a servir de luz para a nossa senda e de lâmpada para o nosso caminho, no que se refere à nossa conduta e às nossas crenças. (Salmo 119:105) Mas, Jeová Deus proveu também sua organização visível, seu “escravo fiel e discreto”, composto dos ungidos com o espírito, para ajudar os cristãos em todas as nações a entender e a aplicar corretamente a Bíblia na sua vida. A menos que estejamos em contato com este CANAL DE COMUNICAÇÃO USADO POR DEUS, não avançaremos na estrada da vida, NÃO IMPORTA QUANTO LEIAMOS A BÍBLIA. — Veja Atos 8:30-40. (S.1/8/82, p.27)

É inacreditável o grau de certeza que o CG tem quanto à ausência de senso critico das TJ, quando leem aquilo que o CG escreve.
Cara Sra., note isso quando se compara as três primeiras linhas sublinhadas acima com o restante do texto!
A única forma do trecho inicial sublinhado, incluído o Sl. 119:105, serem verdadeiros e harmônicos com o restante da transcrição é se o lermos o Salmo como já sugeri acima:
A partir de 1879, lâmpada para os meus
 pés será a sua palavra e luz para os meus caminhos”.

Note que logo após à referência ao Salmo citado, o texto usa a conjunção adversativamas” (que indica que o texto que se seguirá trará uma ideia oposta  àquilo que acabou de ser afirmado) e o restante do texto revela exatamente a oposição de ideias, isso é, a Bíblia é lâmpada e luz SE mantivermos contato com o canal de comunicação, do contrário, não teremos qualquer evolução, não importa o quanto recorramos a Bíblia e se isso foi uma verdade após 1879, certamente, era ainda mais verdade antes de tal ano!
Embora não seja fácil categorizar absurdos, posso dizer que a segunda afirmação mais absurda que conheço sobre este tema é, exatamente, o uso que o CG fez de suas palavras, pois, o CG considerou que uma nova estudante teve, neste tema, “mais luz” mais “visão espiritual” que uma Pioneira Especial!
Não bastasse isso, tanto na Sentinela 1982 acima citada, como no Anuário no qual suas palavras foram utilizadas, o CG usou UM MESMO TEXTO BÍBLICO em apoio! Vamos relembrar:

(...) “Certa pioneira especial, ao fazer uma revisita, perguntou à senhora que livro nos ensina a vontade de Deus. ‘A Sentinela, é claro’, disse ela. Nossa irmã passou a explicar que, pelo contrário, era a Bíblia. ‘Sim, mas que faria eu com a minha Bíblia recém-adquirida se não usasse A Sentinela para entendê-la?’ — Atos 8:31.”
É incrível a forma como suas palavras foram utilizadas! O CG deu razão a Sra. (repito - uma nova estudante das TJ e que só afirmou o que afirmou em razão do método de “estudo da Bíblia” que o próprio CG estabeleceu) e negou razão à Pioneira Especial e, pior do que isso, ainda “encontrou” base bíblica para confirmar o absurdo e é essa uma das vantagens de colocar o texto inspirado como um mero texto auxiliar - é possível fazer ela “dizer” qualquer coisa que se pretenda!

              Se Atos 8:31 (ou 8:30-40) der razão àquilo que afirmou o CG, se aproveitando de suas palavras, então, estará “revogado”, em especial, II Tm. 3:16!
Vejamos se a Bíblia em At. 8:26 a 40 contradiz IITm.3:16 ou se é o CG que usa a Bíblia contra a própria Bíblia, a fim de ensinar um erro absurdo, simplesmente porque tal erro lhe confere autoridade sobre a vida de milhares de pessoas. Antes de iniciar a leitura do restante desta desta carta, sugiro que leia, com grande atenção, At. 8:26 a 40.

Os versos 26 a 29 revelam que o encontro entre Felipe e o Eunuco não foi casual, Deus deseja que o Eunuco fosse batizado e para tanto se usou, inicialmente de um anjo e após do próprio Espírito Santo a fim de causar um encontro entre Felipe e o Eunuco. O Espírito ordenou que Felipe se “juntasse ao carro”, isso é, passasse a seguir viagem junto com o Eunuco. Felipe correu ao lado do carro e percebeu que o Eunuco lia uma passagem do profeta Isaías e, certamente, inspirado pelo Espírito, estrategicamente, perguntou: “sabes o que lê”? Essa pergunta foi perfeita, pois, o Eunuco, realmente, estava com dúvida no texto que lia e foi exatamente tal dúvida que resultou no convite para que Felipe seguisse viagem com ele.
         É fato que o Eunuco ainda não contava com toda a Bíblia, tinha apenas o livro de Isaías, assim, a dúvida nascida no texto lido (Is. 53:7-8) não encontrava resposta neste mesmo texto. Se o Eunuco tivesse a Bíblia toda a sua disposição, a dúvida que expressou (se as palavras que lia se referiam ao próprio profeta ou a outro homem? – v. 34) – teria resposta em IPd. 2:21-25 (pois Pedro cita o mesmo texto que o Eunuco estava lendo e o aplica a Jesus).
         A pergunta do Eunuco, quando considerado o contexto, revela que ela foi apenas um dos elementos, dentro do plano de Jeová de batizar o Eunuco, que auxiliou no cumprimento de tal intento.
         Tentar transformar tal pergunta no ensino de que sem as explicações do CG a Bíblia se torna um livro que lança seus leitores na escuridão espiritual, chega a doer de tão falso! Como afirma um livro que trata deste mesmo texto bíblico:

• O eunuco ainda não tinha todas as informações registradas como nós as possuímos hoje. Enquanto ele naquele momento possuía apenas o profeta Isaías, hoje temos toda a Bíblia que é proveitosa para  "ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça, afim de que o homem de Deus seja plenamente competente e completamente equipado para toda boa obra" (2 Tm3:16, 17).

Como já destacado, a pergunta feita foi apenas um dos elementos providenciais que levaram ao cumprimento da vontade de Deus na vida do Eunuco. Como também afirma o mesmo livro:

• A Bíblia simplesmente registrou suas palavras, sem transformá-las em regra para o povo de Deus, assim como também registrou as palavras de Satanás: "Pele por pele, e tudo o que o homem tem dará pela sua alma"  (Jó 2:4). Contudo, as Escrituras não endossam o que disse Satanás. Apenas registrou o que ele disse. O mesmo se deu com o eunuco.
A muitos e muitos séculos o ser humano conta com toda a Bíblia e com o auxílio fundamental do Espírito Santo (Jo.16:13), logo, ousar afirmar, seja em 1897, seja em 1983 ou em qualquer outra data na qual a Bíblia já estava disponível que tal “registro divinamente inspirado” pode ser um livro perigoso se não “bebermos” conjuntamente de “outra fonte”, é uma blasfêmia absurda e o que dizer de homens que se arriscam a afirmar algo tão bizarro e que, ao mesmo tempo, afirmam ser o único “canal de comunicação que Jeová usa”?
Observando outras publicações do CG sobre a suficiência ou insuficiência da Bíblia, o que notamos é que ao lado de informações que afirmam que a Bíblia é toda suficiente palavra de Deus para nós, existem outras afirmações que, no mesmo texto, inicialmente exaltam a Bíblia para logo após afirmar que sem os escritos do CG a Bíblia é inútil. Notem mais esse exemplo:

Na  Sentinela de 1/5/95 encontramos um artigo denominado “O Proveito da Leitura Diária da Bíblia” que inicia citando o Sl. 1:1-2 no qual se diz que é BEM AVENTURADO o homem que medita na lei de Deus de dia e de noite. Na p.13, se declara que:

2 As Testemunhas de Jeová apreciam muito as ajudas que têm para o estudo da Bíblia, inclusive A Sentinela, e fazem uso regular delas. Mas, sabem que nenhuma delas substitui a própria Bíblia.

Demonstrando o quanto o CG se sente livre para “brincar” com o entendimento e com a inteligência das TJ, no final deste mesmo artigo (p.19) houve a coragem de afirmar (sob uma suposta direção do Espírito Santo) que:
18 Naturalmente, a LEITURA da Bíblia não deve substituir seu uso da excelente MATÉRIA DE ESTUDO providenciada por meio do “escravo fiel e discreto”. Esta também faz parte das provisões de Jeová — uma provisão muito preciosa. (Mateus 24:45-47)
                                   
Percebeu a sutiliza, Sra.? – A Bíblia se , a Sentinela se ESTUDA!
Percebeu a aberração, Sra.? – As TJ sabem que nenhuma leitura “substituiprópria Bíblia”, porém, NATURALMENTE, sabem também a leitura da Bíblia não “substitui” a Sentinela!
Nunca vou aceitar que tais afirmações contraditórias se
deram sob a “orientação do Espírito Santo”
E a Sra., vai?
Encerrando a presente afirmo que, na verdade, não sei como a Sra. encara a afirmação que fez à Pioneira Especial (se continua entendendo-a como correta ou se mudou de ideia em algum momento antes de ler essa carta).
Após ler a presente, espero que prefira crer (ou prefira continuar crendo) na veracidade de IITm 3:16 e de outros textos bíblicos e, para além disso, espero que venha a questionar a posição que este grupo de homens diz ocupar em relação a Jeová e, a partir daí, a posição de autoridade que eles têm sobre sua vida, pois, pode estar certa da seguinte afirmação:
se tais homens são o “canal de comunicação de Jeová

então Jeová (se é que já usou) deixou de usar este seu canal, pois, se o fizesse, iria contrariar, entre muitos outros, mais o seguinte texto bíblico – ICo.14:33.

         Peço que ore, leia e medite sobre todo o texto desta carta (quem sabe ela não é um dos elementos de um plano maior que Jeová tem para sua vida - como teve para a vida do Eunuco)!
Essa é minha oração sincera pela Sra.

Att.
ITs. 5:21