sábado, 27 de janeiro de 2018

AS TJ E O “MECANISMO DE PREVENÇÃO DE CONFLITOS MENTAIS”®


         Nos  cerca de 30 anos que tenho me dedicado ao estudo daquilo que as Testemunhas de Jeová (TJ) chamam de “organização de Deus”, algo que sempre me chamou a atenção, como já expressei em outros artigos, é a habilidade que o Corpo Governante (CG) têm de incutir na mente das TJ conceitos contraditórios entre si mas que, em suas mentes, não entram em conflito!

         Ao refletir sobre este tema, a fim de escrever este artigo, pensei, pela primeira vez, na seguinte forma de explicar como coisas conflituosas conseguem “viver em harmonia” no cérebro TJ.

A fim de tentar explicar este “mecanismo de prevenção de conflitos mentais” criado pelo CG, proponho uma analogia  baseada em uma realidade ligada às ciências jurídicas, qual seja, a harmonia e os conflitos que podem se estabelecer entre: Princípios Jurídicos e a Lei (ou normas jurídicas).

Explicando - A Lei ou Norma Jurídica (leia-se: produto de uma casa legislativa elaborada para ser aplicada na sociedade) nunca conteve nem nunca irá conter, em si, todo o Direito, toda a Ciência Jurídica, sendo que as duas provas mais cabais neste sentido são:

A - O fato de existirem muito mais de um milhão de leis revogadas, milhares de leis vigentes e novas leis sendo criadas todas as semanas, em todos os Municípios, em todos os Estados, no Distrito Federal e no Congresso Nacional (uso como exemplo o Brasil mas poderia estendê-lo a todo o mundo).

B – O fato de que a própria lei se reconhece insuficiente ao determinar que os Juízes não podem deixar de julgar os processos em razão de inexistir lei específica (LINDB - Art. 4o).

O fato da sociedade humana ser um “tecido vivo mutante” impede a lei de conter todo o Direito mas, o mesmo não ocorre com os Princípios Jurídicos, estes conseguem conter todo o  direito, quando aplicados ao caso concreto.

Não é tarefa fácil conceituar o que são "Princípios" (jurídicos ou não) e como não é esse o tema aqui, arrisco afirmar apenas que  "princípios jurídicos" são as proposições primárias do direito, proposições que se vinculam aos valores fundantes da sociedade e que buscam exprimir aquilo que se considera justo por distribuir a cada um, nada aquém ou além daquilo que lhe cabe, quer sejam direitos ou obrigações.

Ainda é necessário destacar, por ser muito importante dentro da analogia que pretendo estabelecer, que o Princípio pode ser aplicado mesmo quando houver lei específica disciplinando o caso concreto, isso, sempre que se perceber que a aplicação  da lei, no lugar do Princípio,  irá promover a injustiça. Nestes caso, o Princípio deve (ou pelo menos deveria) prevalecer, inclusive, sobre a lei, por mais específica que ela seja.

A fim tentar tornar mais claro tudo o que escrevi até agora  cito um caso real: Um cidadão buscou garantir, por intermédio do Judiciário, o benefício assistencial denominado - BPC (Benefício de Prestação Continuada -  popularmente conhecido como LOAS - Lei Orgânica da Assistência Social). O requerente deixava de atender a um dos critérios legais, qual seja, tinha 50 anos de idade, sendo que  lei exige idade mínima de 65 anos para homens, razão pela qual seu pedido, perante o INSS, foi negado.

O Juiz julgou procedente o pedido e para tanto, ao invés de aplicar integralmente a lei (e se assim fizesse não haveria julgamento de procedência) aplicou, em substituição a parte do texto da lei específica, o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana.
A sentença afirmou que, embora faltasse o requisito cronológico estabelecido em lei, ao conhecer e ouvir o requerente, durante a audiência realizada, percebeu que ali estava uma pessoa que, do ponto de vista biológico, havia sido tão desgastada e maltratada pela vida, que seria absurdo negar o benefício usando por  base o “frio” critério legal.

Você concorda com a argumentação usada pelo Juiz?
 Antes de continuar lendo, peço que responda a esta pergunta.

       Juntando aquilo que expus a respeito de norma e princípios
 jurídicos e este fato real, proponho a seguinte analogia:

O CG consegue incutir na mente das TJ alguns Princípios, Princípios de aplicação obrigatória e que prevalecem, em caso de conflito, com qualquer outra norma ou lei, ainda que bíblica!

Dentre os Princípios que já consegui identificar na mente das TJ (após ter mantido diálogos com inúmeras delas nos últimos
30 anos), os mais importantes a nominar e citar, para fins deste artigo, são:

1o Princípio – O Corpo  Governante é o porta-voz de Jeová (não obedecê-lo e/ou questionário significa desobedecer e/ou questionar ao próprio Jeová): Coloco este  Princípio em primeiro lugar, pois, é ele que, uma vez aceito, coage as TJ a aceitar os demais. Este Princípio entra em conflito com a seguinte

NORMA - A Bíblia contém uma norma bem especifica quanto a quem devemos servir, sendo que as TJ conhecem e mencionam muito este “artigo de lei da Bíblia”, em especial, em função da rejeição ao serviço militar obrigatório. Diz a norma Bíblica:

Respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Importa antes obedecer a Deus que aos homens  

Atos 5:29 - JFA- Atualizada

Substitua o termo “homens” por “governantes humanos” e as TJ cumprirão a regra assim formulada, sem pensar duas vezes, porém, qual é a TJ que substituiria “aos homens” por “ao Corpo Governante” no “enunciado de lei” acima?

Obs – Existem cada vez mais TJ fazendo isso e tal fato só revela que o adestramento mental do CG é vencível!

Mas porque esta regra bíblica encontra esta exceção entre as TJ? 
Isso ocorre em razão da prevalência deste primeiro 
 Princípio sobre a "norma" bíblica destacada!

É ele que faz as TJ, mesmo sabendo que o CG é composto de homens, homens imperfeitos, a não cogitarem o “absurdo” de pensar:
Importa antes obedecer a Deus
 que ao Corpo Governante  

 O CG não evita esforços no sentido de policiar os pensamentos das TJ neste (e em quase todos os outros) pontos e assim o faz por afirmar que questionar ao CG significa: não servir a Deus e agradar o inimigo!

Note neste exemplo (existem outros) se não é desta forma coativa  que as TJ são ensinadas pelo CG:

EVITE IDÉIAS INDEPENDENTES
20 Satanás, desde o começo de sua rebelião, questionou a maneira de Deus fazer as coisas. Promoveu idéias independentes. (...) (Gênesis 3:1-5). Até hoje, tem sido o desígnio sutil de Satanás contagiar o povo de Deus com esse tipo de idéias. — 2 Timóteo 3:1, 13
21 Como se manifestam tais idéias independentes? Um modo comum é questionar o conselho provido pela organização visível de Deus.
Sentinela 15/7/83 p. 22

       O  Princípio incutido pelo CG na mente da TJ vence a norma bíblica ao impor a seguinte exceção absoluta: 

                      Os homens do CG - estes, não obstante serem apenas homens, sempre devem ser obedecidos!

2o Princípio – A Palavra do Corpo Governante – é a Verdade!

A melhor forma que tenho para explicar este Princípio é:

Artigo 1o – O CG tem toda a verdade.
Artigo 2o – Caso o  CG, em um ou  mais pontos de fé, revele não ter a verdade, deve ser aplicado, de imediato, o Artigo 1o.   

Embora a formulação acima possa parecer hilária e possa até ser considerada um menosprezo à inteligência das TJs., não a formulei com estes objetivos, pois, é exatamente assim que, com tristeza, noto que ocorre, isso é, quando uma TJ percebe que deve ser aplicado o Artigo 2o acima, este é imediatamente aplicado e sua aplicação é imediatamente esquecida, assim, a única realidade, a única lembrança que resta na mente TJ é aquela expressa no Artigo 1o (não se trata de falta de inteligência, se trata de adestramento mental – e nisso não há nada de hilário). Este Princípio conflita fortemente com a seguinte

NORMA - Como já visto neste Blog, o raciocínio humano têm leis, sendo uma delas, a “Lei do Terceiro Excluído” (v. o artigo anterior deste Blog).

As TJ conhecem esta lei, até porque, o próprio  CG (embora sem citar o nome) chama a atenção para tal lei, inclusive, aplicando-a a doutrinas religiosas! Proponho recordar isso pela seguinte transcrição:
19 (...) Não pode haver duas verdades, quando uma não concorda com a outra. Ou uma ou a outra é verdadeira, mas não ambas. Crer sinceramente em alguma coisa e praticá-la não a torna certa, se realmente for errada.
Lv. Poderá Viver p. 32

Mas se as TJ conhecem a Lei que impede que exitam duas verdades discordantes entre si, como é possível, ao mesmo tempo aceitarem, em especial, a doutrina da “iluminação progressiva” - cuja a função mais evidente é revelar que a integralidade das “verdades bíblicas" nas quais acreditam as TJ estão, ao menos em tese, sujeitas a conter - “prazo de validade”?? 

É muito contraditório entender, considerar e ensinar a terceiros um  ponto de fé como sendo "a verdade", "aquilo que a Bíblia realmente ensina" e, ao mesmo tempo, aceitar que a verdade sobre tal ponto de fé pode mudar a qualquer momento!

Assim, quando uma “nova luz” chega e revoga um ponto de fé que as TJ criam e ensinavam a outros como sendo “a verdade bíblica sobre o tema”, era para surgir a mente de todas elas perguntas como:
 – se devo deixar de acreditar naquilo que, até então, eu chamava e ensinava como sendo  “a verdade” a fim de acreditar em coisa diversa referente ao mesmo ponto de fé, aquilo que estive crendo e ensinando até agora, era o que?

- Se daqui a alguns anos uma “nova luz” vier a alterar aquilo que, a partir de agora, devo acreditar e ensinar como sendo “a verdade” – no que vou estar acreditando e ensinando a partir de agora?

Mais uma vez, tudo se esclarece quando se lembra que

– o Princípio vence a norma!

         Ao narrar o fato do Juiz que desprezou um critério legal para aplicar um princípio, pedi para que os leitores pensassem se concordavam ou não com o Juiz.

         Creio que, se não todos, a imensa maioria das pessoas que lerem este artigo terão concordado com a decisão judicial mencionada e que isso se deu de forma automática ou quase automática, isso é, sem que a conclusão tenha demandado grandes esforços ou elaborações mentais e tudo com total desprezo ao conflito existente entre o Princípio e a norma aplicável.

         É com esta mesma automaticidade e tranquilidade  que a mente adestrada das TJ conseguem harmonizar todas as contradições (bíblicas e lógicas) de sua religião, sendo esta a razão que lhes permite afirmar (como já ouvi de algumas) que as TJ conhecem:
 a verdade, nada
  além da verdade (!)
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terça-feira, 23 de janeiro de 2018

A LEI DO “TERCEIRO EXCLUÍDO” E AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ ®

Um dos produtos da sabedoria humana  foi a percepção de que o pensamento é regido por três leis fundamentais sendo que a terceira destas leis foi batizada com o nome de “Lei do Terceiro Excluído” (principium tertii exclusi ou tertium non datur – em latim).

De acordo com essa lei, para toda proposição (afirmação), do ponto de vista de sua veracidade, só há duas possibilidades - ou ela é verdadeira ou ela é falsa – logo, neste sentido, não há um terceiro modo de classificar uma proposição – daí o nome de batismo desta terceira lei do pensamento.

Embora as TJ nem sempre se utilizem da sabedoria humana (pelo menos é isso o que já alegaram mais de uma vez, como veremos em futuro artigo deste Blog) ao classificar doutrinas religiosas como verdadeiras ou falsas, claramente, se utilizam da (sabedoria humana que percebeu a) “lei do terceiro excluído” como, muito claramente, revelam as citações encontradas em sua literatura e abaixo transcritas:

19 A verdade não admite a existência de todas as espécies divergentes de doutrinas religiosas no mundo. Por exemplo, ou os humanos têm uma alma que sobrevive à morte do corpo, ou não têm. Ou a terra existirá para sempre, ou não. Ou Deus acabará com a iniqüidade, ou não. Essas e muitas outras crenças ou são certas, ou são erradas. Não pode haver duas verdades, quando uma não concorda com a outra. Ou uma ou a outra é verdadeira, mas não ambas. Crer sinceramente em alguma coisa e praticá-la não a torna certa, se realmente for errada.
Lv. Poderá Viver – cap. 3 p. 32 p. 19

Ainda existe outra coisa a considerar. O próprio Jesus disse: “Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai com espírito e verdade.” (João 4:23) A verdade não se contradiz. Tampouco todos os ensinos contraditórios das muitas religiões do mundo podem ser verdadeiros. Assim, devem existir algumas pessoas sinceramente religiosas que não são verdadeiros adoradores por não adorarem a Deus de acordo com a verdade.
S.22/5/81 p.4
Visto que as TJ utilizam a “lei do terceiro excluído” quando se trata de classificar doutrinas religiosas como verdadeiras ou falsas, sendo as doutrinas das TJ, doutrinas religiosas, também cabe aplicar às suas doutrinas a referida lei.

Neste artigo, porém, ao invés de citar exemplo ou exemplos concretos de ensinos mutantes das TJ ao longo do tempo, vou usar o seguinte exemplo "religioso" fictício:

Esta esfera azul pode ou não estar ocultando uma outra figura geométrica de mesma ou de cor ou cores diferentes da esfera. Imaginando que isso é um tema bíblico, considere o seguinte:

-  A religião “X” ensinou, apoiando seu ensino em textos bíblicos, isso durante 10 anos, que a esfera azul está ocultando um quadrado, um quadrado completamente azul.
- Já a religião "Y" ensinou, também como base na Bíblia e nestes mesmos 10 anos, que a esfera azul está ocultado um triângulo, um triângulo completamente vermelho.

- Ocorre que a mesma religião "X", nos últimos 5 anos, passou a ensinar que a Bíblia, NA VERDADE, revela que não há nenhuma figura geométrica sendo encoberta pela esfera azul.

- Por sua vez, a religião "Y" (sob a alegação de que Deus lhes proveu com o conhecimento exato desta doutrina), passou a adotar e ensinar como VERDADE o entendimento anterior da religião "X", isso é, a esfera azul está ocultando um retângulo, um retângulo completamente azul.

       Ao se deslocar a esfera, porém, o que se revela é: 


Aplicando a terceira lei do raciocínio e alguns textos bíblicos  a esta crença das religiões "X" e "Y" podemos concluir, entre outras possibilidades, que estiveram:

1 - CRENDO E ENSINANDO UMA FALSIDADE: Os membros das religiões "X" e "Y", quanto a esta "doutrina", criam e ensinavam o erro, como se verdade fosse! Após as mudanças de entendimento, mudaram de um erro para o outro, assim, nem o entendimento anterior nem o novo são, efetivamente, A VERDADE, AQUILO QUE A BÍBLIA REALMENTE ENSINA. (é isso o que nos garante a terceira lei do raciocínio).

2 - RESPONSABILIDADE PELO PROVIMENTO DO ERRO DE DE SUA MANUTENÇÃO: Pela aplicação de textos como Tt. 1:1 (Deus não pode mentir), Dt. 18:20-22 (profeta que fala aquilo que Jeová não mandou falar) temos que Jeová não usa como matéria prima o erro, a mentira e o engano e o fato das religiões "X" e/ou "Y" atribuírem seus ensinos a Jeová não o coloca, realmente, "em cena".

3 -  SE A VERDADE CHEGAR... : Se, em algum momento, as religiões "X" e/ou "Y" vierem a ensinar que a esfera azul, na verdade, está ocultando um retângulo amarelo de contorno preto, terão chegado à verdade mas, se este entendimento também vier a ser abandonado com o tempo, irão retornar para a falsidade, assim, até  mesmo  a verdade final sobre uma doutrina qualquer deverá ser, na melhor das hipóteses, encarada como "aquilo no que cremos hoje" (v. o Artigo - Verdade Atual? - neste Blog).

      4 - "ETERNOS" APRENDIZES: Os membros das religiões "X" e "Y", serão como os reprovados homens e mulheres descritos em 2Tm. 3:1 a 7, pois, graças à religião da qual cada um é membro, estarão "estão sempre aprendendo, sem nunca conseguir chegar a um conhecimento exato da verdade"!

5 -  A SINCERIDADE DE CADA MEMBRO DAS RELIGIÕES "X" E "Y" DE NADA APROVEITA: Se correto o trecho final da segunda transcrição de literatura das TJ feita acima, isso é:

... Assim, devem existir algumas pessoas sinceramente religiosas que não são verdadeiros adoradores por não adorarem a Deus de acordo com a verdade.

E se, de fato, Jeová fosse o responsável pelos ensinos e mudanças de ensino das religiões "X" e "Y" sobre a doutrina consideradas, temos que seria o próprio Jeová quem iria garantir a inutilidade dos membros sinceros das religiões "X" e "Y", afinal, embora Jeová procure verdadeiros adoradores (Jo. 4:23 TMN), ao lhes prover com ensinos errôneos, Jeová também os descartaria "por não lhe adorarem com a verdade"!


6 -  VERDADEIROS ADORADORES - NA MÉDIA: Conforme o trecho retranscrito acima, "se adorar a Deus de acordo com a verdade" significa conhecer cada verdade do conjunto inteiro de verdades que se há para conhecer, Jeová só encontra verdadeiros adorares se "tirar pela média" (se a exigência for de 100%, não houve, não há, nem haverá adoradores elegíveis no mundo e isso se dará por culpa do próprio Jeová, por ter escolhido revelar suas verdades gradualmente)!


E se Jeová, em função disso, escolhe adoradores pela média, então poderão, ao menos em tese, ser encontrados adoradores aceitáveis, na religião "X" na "Y" e em muitas outras!   

Creio (mas posso estar errado) que nenhuma TJ terá dificuldade em concordar com pelo menos algumas das afirmações deste artigo e isso terá muito a ver com o fato de não ter trabalhado exemplos concretos de mudança de doutrina ocorridas entre as TJ (creio que se assim tivesse feito um número muito maior de "poréns" iriam surgir). Não obstante: 

Não pode haver duas verdades, quando uma não concorda com a outra. Ou uma ou a outra é verdadeira, mas não ambas
afinal:
A verdade não se contradiz. Tampouco todos os ensinos contraditórios das muitas religiões do mundo podem ser verdadeiros.

      Se ensinos contraditórios de religiões diversas não podem ser verdadeiros o que dizer de ensinos contraditórios de uma mesma religião, seja ela "X", "Y" ou "TJ" (pense nisso e nos seis pontos acima listados).

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sexta-feira, 17 de julho de 2015

CRITICANDO A SEMELHANÇA – A AUTORIDADE DO PAPA E DO CORPO GOVERNANTE ®

  
 Continuando a série de artigos, sem mudar de tema, neste proponho tratar de um dogma católico que o CG critica, para depois tratar de um ensino do CG (que, na prática, produz o mesmo efeito que o dogma católico deveria produzir) e termino demonstrando que a crítica do CG ao dogma católico lhe é perfeitamente aplicável.

As TJ consideram a Igreja Católica e toda e qualquer outra religião, com exceção de uma (você leitor pode imaginar qual é a exceção), como aquilo que chamam de “Babilônia A Grande”, termo retirado da Bíblia e que se refere, segundo afirmam, ao império mundial da falsa religião - que também chamam de “cristandade”.

Não obstante colocar todas as religiões no mesmo “pacote” as TJ têm um desafeto especial para Igreja Católica.

Um exemplo disso pode ser visto no seguinte trecho de uma revista Despertai, quando um leitor escreveu a seguinte crítica após ler uma série de artigos publicados em uma Despertai onde a Igreja Católica e a figura do Papa teriam sido desrespeitadas:
Ficaram muito contentes, não é? Não puderam resistir à tentação de criticar a Igreja Católica, não é mesmo? Jamais os perdoarei pela forma como destroçaram sem misericórdia o Papa. Se as Testemunhas de Jeová precisam recorrer a críticas baixas na tentativa de derrubar outras religiões, elas estão em maiores dificuldades do que os católicos.
M. C., Flórida, EUA
A resposta que as TJ deram a isso foi:
Certamente não estamos tentando fazer críticas baixas ao papa ou à Igreja Católica, nem estamos criticando os católicos. A Igreja Católica ocupa posição muitíssimo significativa no mundo, e afirma ser o caminho da salvação para centenas de milhões de pessoas. Qualquer organização que assuma tal posição deve estar disposta a ser esmiuçada e criticada. Todos que criticam têm a obrigação de ser verdadeiros na apresentação dos fatos, e justos e objetivos na avaliação dos mesmos. Em ambos os sentidos, tentamos viver de acordo com tal obrigação
Despertai 22/12/84 p. 28

OBS – Embora não seja o tema aqui, devo destacar a seguinte semelhança entre a Igreja  Católica e as TJ: Embora as TJ não ocupem, comparativamente, uma posição tão significativa no mundo, também afirmam ser o caminho da salvação, não para centenas de milhões de pessoas, mas para todas as que vão ser salvas (pelo menos para todas aquelas nascidas após o início do movimento que se tornou as atuais TJ e que dele tiveram conhecimento), como se vê abaixo:

18 ...embora o testemunho dado agora ainda inclua o convite de vir à organização de Jeová para a salvação, sem dúvida virá o tempo em que a mensagem assumirá um tom mais duro, igual a um “grande grito de guerra”
S. 15/7/82 p. 21 p. 18

Sendo assim as TJ, que assim como a Igreja Católica também assume “...tal posição...” também devem estar dispostas “...a ser esmiuçada e criticada...(e este “blogueiro”, assim como o CG, não está criticando as TJ, mas sim, ao CG e aquilo que consegue incutir na mente das TJ e, neste mister, sempre procurando ser verdadeiro “...na apresentação dos fatos...”, e justo e objetivo “...na avaliação dos mesmos”.)

            Mas, voltando ao objetivo deste artigo, pretendo analisar a crítica das TJ ao ensino católico da Infalibilidade do Papal, mas antes disso uma rápida definição do dogma:

A infalibilidade se exerce quando o Romano Pontífice, em virtude da sua autoridade de supremo Pastor da Igreja, ou o Colégio Episcopal em comunhão com o Papa, sobretudo reunido num Concílio Ecumênico, proclamam com ato definitivo uma doutrina referente à fé ou à moral, e também quando o Papa e os bispos, em seu Magistério ordinário concordam em propor uma doutrina como definida. A esses ensinamentos todo fiel deve aderir com o obséquio da fé" (Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, nº. 185).

            Em outras palavras (e centrando apenas na figura do Papa pois, como se vê acima, a infalibilidade é extensiva a outros clérigos), embora o Papa enquanto humano seja falível, quando fala na condição de sucessor do Apóstolo Pedro (para indicar esta condição é usada a expressão latina “ex cathedra”), sobre questões de fé, moral e doutrina, Deus retira do Papa a possibilidade de falhar a fim de manter a correção daquilo que anunciar.

            Sendo assim, os católicos podem ter segurança nos ensinos que vêm do Papa, quando fala “ex cathedra” e, na prática, podem e devem praticar os ensinos recebidos de tal fonte, afinal, tais ensinos tornam-se uma ordenança (mais) atual de Deus para os católicos.

            Na prática, porém, muitos católicos (em especial aqueles que se dizem - católicos passivos) não atendem aos ensinos do Papa e da Igreja (haja visto, por exemplo, o uso de métodos anticoncepcionais por católicos) e até mesmo muitos padres acabam não observando o celibato, logo, a garantia de um ensino recebido de Deus que não sofre qualquer interferência de erro humano, não garante, na prática, plena aceitação e, principalmente, não motiva o cumprimento por todos os Católicos.

            Como a Igreja Católica, até em razão de sua longa história, tem uma longa lista de erros cometidos, surge a necessidade de se criar uma forma de se justificar tais erros a fim de manter íntegro o dogma da infalibilidade do Papa.

            A forma encontrada pelos católicos é (com razão) bastante questionável e o CG “compra” críticas feitas por certos escritores católicos para condenar o dogma, afirmando que a explicação gera uma situação sem perdas, nos seguintes termos:

Situação sem Perdas
Esta fórmula, que muitas pessoas têm dificuldade de entender, é também imprecisa, de acordo com certo teólogo alemão, o falecido August Bernhard Hasler. Ele mencionou a “imprecisão” e “indeterminação” da expressão ex cathedra, dizendo que “quase nunca se pode dizer quais as decisões que devem ser consideradas infalíveis”. Segundo outro teólogo, Heinrich Fries, esta fórmula é “ambígua”, enquanto Joseph Ratzinger [que veio a ser tornar  Papa Bento XVI] admitiu que o assunto tinha dado origem a uma “controvérsia complicada”.
Hasler sustentava que “a imprecisão dos conceitos” permite tanto uma aplicação extensiva do dogma, a fim de ampliar o poder do papa, como uma interpretação mais limitada, de modo que a pessoa, quando confrontada com ensinos errados do passado, sempre possa apoiar a afirmação de que estes não eram parte do chamado “magistério” infalível. Em outras palavras, é uma situação em que “se der cara eu ganho, se der coroa você perde”.
Despertai 8/2/89, p. 4

A crítica é bem colocada e um exemplo prático demonstra isso: Imaginemos uma TJ citando para um católico o seguinte fato histórico:
7 Os esforços para reprimir a divulgação do conhecimento bíblico assumiram também outras formas. Quando o latim deixou de ser a língua do dia-a-dia, não foram os governantes pagãos, mas professos cristãos — o Papa Gregório VII (1073-85) e o Papa Inocêncio III (1198-1216) — que se opuseram ativamente à tradução da Bíblia para as línguas usadas pelo povo comum.
S. 1/10/97 p. 11-12, par. 7
para, logo após, perguntar:

 – Se os Papas são infalíveis, como foi possível dois Papas terem se esforçado para evitar que a Bíblia fosse de conhecimento do povo?
A reposta será – Ocorre que quando tais Papas assim determinaram, não estavam falando “ex cathedra” logo, não estavam imunes ao erro.
Creio que podemos criar a seguinte regra prática para determinar, com excelente precisão, o que foi e o que não foi afirmado “ex cathedra”:

- Se aquilo que um Papa ensinou foi acertado na teoria e na prática e só produziu bons frutos – então ele falou “ex cathedra”

- Se o Papa afirmou algo que se mostrou falso, biblicamente incorreto e/ou só gerou frutos ruins ao longo dos tempos  – O Papa que assim o fez não falou “ex cathedra”.

            Assim fica fácil! Assim uma situação sem perdas realmente é criada, afinal, não importa se “deu cara ou coroa”, o dogma da infalibilidade fica preservado.

            Agora passo a tratar de uma doutrina do CG que na teoria é diferente da doutrina católica aqui tratada mas que, na prática, gera exatamente aquilo que o dogma da Infalibilidade Papal deveria gerar entre os católicos – plena aceitação, adoção e prática por todos os católicos.

Podemos chamar tal ensino do CG de:

ESCRITOS NÃO INSPIRADOS COM
AUTORIDADE DE ESCRITOS INSPIRADOS

Como pode ser visto ao longo dos artigos já escritos neste Blog, o CG tem uma incrível capacidade de incutir na mente das TJ duas formulações opostas entre si, mas que são aceitas como verdadeiras porque se revezam no papel de “A VERDADE” (aquilo que a Bíblia realmente ensina) conforme exigir cada situação.

A diferença (teórica) entre o ensino do CG e o dogma católico é bem evidente – na medida do necessário (leia-se: raramente), o CG defende (de forma bem expressa e enfática) que não é inspirado, que não é infalível. Exemplo disso:

15 Por causa desta esperança, o “escravo fiel e discreto” tem alertado a todos os do povo de Deus ao sinal dos tempos, indicando a proximidade do governo do Reino de Deus. Neste respeito, porém, é preciso observar que este “escravo fiel e discreto” nunca foi inspirado, nunca foi perfeito. Os escritos feitos por certos membros da classe do “escravo”, que passaram a constituir a parte cristã da Palavra de Deus, foram inspirados e são infalíveis, mas isto não se dá com outros escritos desde então.
S. 1/9/79 p.23, par. 15

            Diante de tal alerta as TJ poderiam (na verdade, deveriam) receber o alimento que vem do CG tendo em mente o que se afirmou na Sentinela:

O alimento recebido não é infalível, pode estar (total ou parcialmente) errado pois vem de homens não inspirados e sujeitos ao erro o tempo todo.

            Assim, deveria existir plena liberdade de discordar de tais ensinos, mas é isso o que ocorre?

       Você, TJ que está lendo este artigo, se sente livre em sua mente (lembrando que a única liberdade absoluta no ser humano é a liberdade de pensar) para discordar dos ensinos do CG?

       E mais que isso, sente liberdade para expor a seus co-irmãos sua discórdia e a defender ponto de vista contrário?

A resposta é óbvia, mas, porque ela é óbvia?

            Você, TJ, sabe muito bem que, se começar não só a pensar, mas também a defender que o CG está errado em determinado ensino, se tornará um sério candidato ao título de APÓSTATA (o que é uma verdadeira ABERRAÇÃO – visto que você pode ser encarado como alguém que perdeu a fé em Jeová por discordar do ERRO!?!) e sabe todas as implicações disso, mas até dentro de sua mente a tendência nunca será de questionar o CG mas sim, irá encarar a “mudança da verdade” como prova de que Deus está refinando o entendimento de seu povo!

            E assim irá pensar porque, por mais que saiba que os ensinos do CG não são inspirados e podem estar errados, você, e todas as demais TJ ao redor do mundo, enxergam nos ensinos do CG A AUTORIDADE DE UM ENSINO INSPIRADO, logo, certo ou errado o ensino deve ser recebido como CERTO (Mt. 24:45) e assim deverá ser encarado, ensinado (como sendo uma verdade bíblica) e praticado até que venha a ser substituído por uma outra verdade, se assim vier a ocorrer!

E aqui concluo este artigo indicando que a (correta) crítica que o CG propaga contra o dogma da Infalibilidade do Papa, quando afirma que sua formulação gera uma “situação sem perdas, dê cara ou coroa” é exatamente o que ocorre quando se enxerga autoridade de ensino inspirado em ensinos não inspirados – O CG sempre estará certo, por mais errado que esteja. Mas vai além disso, o ensino do CG consegue, mesmo com a negação da infalibilidade, aquilo que o dogma católico não consegue pela afirmação dele, isso é – aderência absoluta, prática e o ensino aos outros como se verdade bíblica fosse – aquilo que não se sabe com certeza se é verdade ou não se torna VERDADE BÍBLICA, eterna enquanto durar.  

Encerro relembrando parte da crítica “comprada” pelo CG:

... de modo que a pessoa, quando confrontada com ensinos errados do passado, sempre possa apoiar a afirmação de que estes não eram parte do chamado “magistério” infalível...

e adaptando:
... de modo que a TJ, quando confrontada com ensinos errados do passado, sempre possa apoiar a afirmação de que estes não eram...

(o resto, se na sua mente sobrou algum resquício de liberdade, você conclui).

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sexta-feira, 10 de julho de 2015

ENSINO INSPIRADO E ENSINO GUIADO PELO ESPÍRITO DE JEOVÁ – TÊM A MESMA AUTORIDADE (TJs)? ®


         Continuando esta série sobre “A VERDADE e as TJ” inicio  relatando duas afirmações que já ouvi de TJ várias vezes:

         1 - Se os homens que formam o CG cometeram erros naquilo que escreveram nas publicações da STV, Deus os julgará por tais erros.

         2 - O CG é o “profeta” de Deus, é o Seu canal de comunicação! Serve de prova disso o fato das TJ terem apontado para ano de 1914 como um ano marcado, muito tempo antes de, naquele ano, se iniciar a Primeira Guerra Mundial (algumas das TJ que afirmaram isso, também fizeram a firmação 1, acima)!

         Sem entrar no mérito sobre aquilo que as TJ realmente falavam sobre 1914, antes de 1914, temos que o confronto das duas afirmações acima revela uma  disposição mental de harmonizar verdades opostas entre si, afinal:

- Quando o CG acerta ele é o profeta de Deus para nossos dias, é o único canal de comunicação que Deus usa.

- Quando mostro para as TJ erros gravíssimos do CG e as alerto para o texto de Dt. 18:20-22, este “profeta coletivo” de Deus se dissolve em apenas um grupo de homens que serão julgados por seus erros.

         Por mais que julgue maléfica tal harmonização sou obrigado a reconhecer a grande habilidade que o CG tem de incutir na mente das TJ as condições necessárias para que assim ocorra! Mas, como isso se dá?

- Sugiro a seguinte resposta:

         Embora seja raro, algumas vezes as literaturas da STV afirmam que os homens que compõem o CG não são inspirados e que, em razão disso, pode sobressair o lado humano dos membros que o compõem e com isso o erro é sempre uma possibilidade - como ocorre como todos nós.

Comento dois exemplos disso:

15 Por causa desta esperança, o “escravo fiel e discreto” tem alertado a todos os do povo de Deus ao sinal dos tempos, indicando a proximidade do governo do Reino de Deus. Neste respeito, porém, é preciso observar que este “escravo fiel e discreto” nunca foi inspirado, nunca foi perfeito. Os escritos feitos por certos membros da classe do “escravo”, que passaram a constituir a parte cristã da Palavra de Deus, foram inspirados e são infalíveis, mas isto não se dá com outros escritos desde então.
Onde está escrito que o escravo “nunca foi perfeito” podemos ler – o “Escravo” ERRA.
Já no segundo sublinhado acima reforça que o CG não é inspirado:
A conclusão que as TJ chegam ao lerem o trecho acima, dificilmente será:

– O CG, enquanto grupo de homens falíveis, além do auto proclamado título de “Escravo” de Jeová também é escravo da falibilidade humana 
– O CG ERRA E ESTÁ O TEMPO TODO SUJEITO AO ERRO (no inconsciente isso é aceito mas o consciente não atribui a esta conclusão a relevância, o peso que isso deveria trazer).
  Continuando:

O que foi publicado nos dias de Charles Taze Russell, primeiro presidente da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, dos E. U. A., não era perfeito; nem o que foi publicado nos dias de J. F. Rutherford, o presidente que lhe sucedeu.
O trecho acima não deveria citar apenas um passado muito distante, como fez, deveria afirmar expressamente, que desde Russell, passando por Ruterhford chegando aos dias de hoje e para o futuro (antes de chegar o fim deste sistema de coisas, como dizem as TJ),  NADA MUDARÁ – tudo o que já se escreveu, se escreve e se escreverá, NÃO É PERFEITO, CONTEM ERROS – parciais e/ou totais.
No trecho abaixo o texto ate irá sugerir isso mas de forma muito branda (em especial pelo uso do verbo “exigir” no passado e pela troca do termo “corrigir” pelo termo “ajustar”):
A crescente luz sobre a Palavra de Deus, bem como os fatos da história, exigiram repetidas vezes ajustes de uma espécie ou de outra, até o tempo atual.
Mas será que esta propensão ao erro desqualifica o “escravo”? Vejamos:

"Mas, não nos esqueçamos de que a motivação deste “escravo” sempre foi pura, altruísta; sempre foi bem-intencionada." (...)

OBS – Ao ler o trecho acima, não vem a sua cabeça um certo dito popular sobre boas intenções? 

Continuando:

"Na realidade, quaisquer ajustes que tiveram de ser feitos no entendimento ofereceram a oportunidade para os servidos por este “escravo” mostrarem lealdade e amor, a espécie de amor que distinguiria os seguidores de Jesus, conforme ele disse. (João 13:34, 35; veja 1 Pedro 4:8.) Para os que realmente amam a lei de Deus, não há pedra de tropeço. — Sal. 119:165."
Sentinela - 1/9/79 p.23-24


O trecho acima, com suas (coativas) passagens bíblicas em apoio (coativas dentro do distorcido contexto em que foram utilizadas), querem transmitir a seguinte mensagem:

O alimento que  lhe é servido contem erros que precisam ser corrigidos mas, se você é leal, se você tem amor que identifica seguidores de Jesus, se você realmente ama a lei de Deus, tais erros não serão um problema para você, você não irá se abalar em função deles, afinal, Jeová se utiliza de tal realidade (propagação de erros em seu nome – erros que devem ser pregados e cridos como sendo: aquilo que a Bíblia realmente ensina) para, no momento em que Ele (veja, não o CG, mas sim, o próprio Jeová) prover a correção, saber se você, TJ, é um seguidor de Jesus!?

Mas será que é a essa mensagem (absurda) que os textos bíblicos citados apoiam? Veja:

Jo. 13:34-35: Jesus dá um novo mandamento a seus discípulos – que tenham entre si o mesmo amor que Jesus tem por eles, sendo que esta será a marca que os identificará como seus discípulos.

         Percebe a perversão no uso de tais versos? Jesus afirma que o sinal distintivo de que alguém é Seu seguidor é o fato de amar ao próximo como Jesus ama a todos. O CG afirma que tal sinal distintivo, na verdade, se revela por um outro meio:

- não tropeçar quando se descobre o que o “alimento CERTO no tempo APROPRIADO” distribuído pelo “escravo fiel e discreto” no qual se cria e se ensinava como sendo verdade bíblica, na realidade, era alimento ERRADO e INAPROPRIADO!

         É como se Jesus tivesse afirmado que o sinal de identificação se dá, não exatamente se tiverem amor entre si, mas sim, se tiverem amor cego e incondicional  pelo CG!

E no texto da carta de Pedro (que a Sentinela pede para que o leitor VEJA) temos:

8 Acima de tudo, tende intenso amor uns pelos outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados”

OBS - Será que a multidão de pecados tem a ver com o tanto de alimento falso que o escravo já distribuiu em nome e sob a guia do Espírito de Jeová, como sendo – alimento CERTO no tempo APROPRIADO?

         É o intenso amor ao próximo ou a intensa aceitação de que tudo o que o CG ensina (por mais errado que esteja) que revela um seguidor de Jesus?

O Salmo citado afirma
Paz abundante pertence aos que amam A TUA LEI,
E para eles não há pedra de tropeço

         Mas os ensinos (repleto de erros) do CG são a mesma coisa que: A LEI DE DEUS? Devem tais ensinos ser amados como se leis de Deus fossem???

É esse o paralelo que a Sentinela quis traçar aqui???

É exatamente nisso o que o CG quer que as TJ creiam! Vejamos mais um exemplo:

10 Até hoje, Jeová orienta seu povo progressivamente. (Pro. 4:18) Por meio de seu espírito santo, ele guia “o escravo fiel e discreto”.

Embora esteja expressamente afirmado, creio que é bom enfatizar pois tenho certeza de que a mente das TJ, pelo menos em seu consciente, não capta na afirmação acima a seriedade que nela há:

        - Quem, do surgimento das TJ até hoje, orienta as TJ?

       - (Eu diria QUEM, mas vou usar O que): O que guia o escravo fiel e discreto?

Agora responda a duas novas perguntas e note se sua tendência será mudar a resposta única dada às duas perguntas acima para – “homens falíveis” e “o próprio e  falho entendimento humano”, respectivamente:

– Quando o escravo (que segundo a Bíblia, na interpretação das TJ, fornece alimento CERTO) ERRA, quem é responsável pelo ERRO?

- Quem guia o escravo a fornecer alimento ERRADO, quando isso acontece?

TJ – se sua mente lhe deu as respostas sugeridas (respectivamente - “homens falíveis” e “o próprio e  falho entendimento humano” - ou algo equivalente) é porque sua mente, naturalmente, armazena e harmoniza verdades contraditórias entre si!

O que sua mente aceita é exatamente isso:

- Quando o alimento fornecido é realmente CERTO – Quem o forneceu foi Jeová por intermédio de seu espírito, guiando seu “escravo”.

- Quando o alimento fornecido SE MOSTRA INCORRETO -  Quem forneceu foram imperfeitos homens humanos!

Agora lanço a pergunta final: Sabendo que há erros no conjunto dos ensinos que o CG propaga (algo a que o próprio Jeová guia por intermédio de seu espírito) deve o conjunto de escritos que trazem tais ensinos ser encarado como a mesma autoridade de  ensinos - INSPIRADOS por Deus.

O CG responde:
                                               Sim! É exatamente assim que tudo
 que o CG ensina deve ser encarado.

Dúvidas? Leia abaixo:

(Mat. 24:45) Às vezes podemos receber ajustes em nosso entendimento da Palavra de Deus, ou pode haver mudanças em certos procedimentos organizacionais. Devemos nos perguntar: ‘Como reajo a esses ajustes? 

Sou submisso às orientações do espírito de Deus nesses assuntos?
Livro - Testemunho Cabal p. 71 pr. 10

É isso mesmo, TJ! A autoridade de ENSINOS INSPIRADOS POR JEOVÁ em nada diferem dos ensinos (falhos) do CG – e isso é assim porque tais ensinos falhos, na verdade, são ORIENTAÇÕES do espírito de Jeová!?!

As TJ têm que ser SUBMISSAS os ensinos do CG, mesmo sabendo que este alimento não é (como diz a Bíblia em Mt. 24:45 - sempre) CERTO, afinal, até no ERRO a responsabilidade é de Jeová pois, é Ele quem guia o CG por intermédio de seu espírito santo e assim tem sido ao longo dos anos! Note:

Há 31 anos atrás, em janeiro de 1942, o irmão Rutherford terminou seu serviço terrestre, e foram feitas as necessárias mudanças nos encarregados da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia, EUA, e de outras sociedades que as testemunhas de Jeová utilizam. Os restantes membros do corpo governante das testemunhas de Jeová não ficaram desalentados, mas continuaram a servir fielmente, buscando a vontade de Jeová, e é muito evidente que Jeová, pelo seu espírito santo, tem GUIADO E DIRIGIDO a classe do “escravo fiel e discreto” e tem abençoado seu corpo governante visível até o dia de hoje.
Anuário de 1973 p.250

TJ – não consigo entender como sua mente admite estas coisas. Será que você consegue? (ou será que basta aceitar, não precisa entender?)

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